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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Ensaio de esperança. (Que nos coloquem a prova!)


O Brasil assegurou a vaga na Copa do Mundo de 2010 com três rodadas de antecedência ao fim das eliminatórias contra a Argentina, na casa do adversário.

Viva o Brasil!

Sarney continua no poder do Senado.

Viva o comodismo brasileiro!

Não tem jeito.

Brasileiros valorizam o futebol como uma coisa que ultrapasse a importância do próprio país.

Todos comentam o jogo contra os hermanos, mas ninguém se lembra das 11 acusações contra Sarney, que foram arquivadas graças à votação tendenciosa do conselho de ética após apoio de Lula ao Presidente do Senado.

Ano que vem é ano de Copa do Mundo? Não!

Ano que vem é ano de eleições para presidente, senador, deputado e governador e tem Copa do Mundo.

Quando um país está na situação como está o Brasil, a alguns passos de se consolidar como um país forte em tantos aspectos, é de suma importância que seus cidadãos esqueçam um pouco das diversões e cumpram com seus deveres de cidadão.

Vamos deixar para acompanhar a Copa do Mundo na época da Copa do Mundo, porque independente da atenção que vamos dar a ela, ela acontecerá normalmente. E vamos nos concentrar na eleição de candidatos a cargos importantes como será a eleição de 2010.

A importância que daremos à eleição, sim, influenciará no que vai acontecer no Brasil, que vai incidir diretamente sobre nós.

Censura Nunca Mais!

Quando pensamos que o pior passou e que a época do silêncio tinha acabado, eis que uma velha prática autoritária começa a ser esboçada novamente, a censura!

Após

Querem censurar o uso da web para veiculação de informativos eleitorais para as eleições do ano que vem. Vamos aguardar para saber o que será feito da liberdade de expressão tão preciosa que há hoje em dia.

7 de setembro – Independência ou morte!

Lindos!

É como eu defino aqui os protestos pelo Brasil no 7 de setembro, “comemorado” nessa segunda feira que passou, contra Sarney.

Ondas de protestos se estenderam pelo território nacional e uma parcela da população já começa a dar sinais de que está chegando ao fim aquele povo que aceita tudo calado e de cabeça baixa.

Como eu vinha frisando aqui no blog, essas sucessões de acontecimentos bizarros em Brasília foram ‘as gotas d’água’ para que transbordasse a paciência da população brasileira.

Estaremos nós finalmente acordando após um longo tempo e dizendo ‘Não!’ àqueles que deitaram e rolaram bem debaixo dos nossos narizes?

Tomara que sim.

E podem esperar, porque se o povo realmente quiser, esse país vai passar por uma mudança tremenda de comportamento e dessa forma, com certeza, aqueles que estão no poder vão começar a temer e respeitar o povo brasileiro!

domingo, 23 de agosto de 2009

Geração Placebo?


Comodismo



O pessoal dessa nossa época, geração iPod, MP(n) e outras tantas tecnologias anda um pouco perdido.



Pensando friamente, uma visão que se pode ter é que essa geração define-se como uma Geração Placebo.



Eu explico:



Geração Placebo seria uma geração que se diz capaz de grandes feitos, se apoiando em uma imagem criada por uma geração anterior. Ou seja, não faz o que diz ser capaz de fazer. Só pensa que faz.



Exemplo?


Viajemos dos anos 80 para a atualidade.



Nos anos 80 toda a juventude revoltada com a situação da ditadura, se arriscava tentando protestar. Fosse por meio da música ou por meio de manifestações em praças públicas, sempre tentavam fazer com que sua voz fosse ouvida por todos. Ainda que o governo abafasse o grito logo em seguida, aquele som ficaria na cabeça de todos que ouviram, fazendo sentido e chamando para aquela causa que era defendida.




Que se dane?



Hoje, quando questionados sobre a política, jovens não têm uma posição crítica e nem se dizem interessados em entender o que se passa entre aqueles que definem o que acontece em seu país.




O senado na cova dos leões?...


Deveríamos jogá-los à cova dos leões, assim como fizeram com Daniel? Eles amanheceriam para dizer que as bocas dos leões foram fechadas por um Deus que os julgou inocentes? (Talvez se fosse o Deus ao qual Edir Macedo serve, poderiam tentar comprar o julgamento ou pedir que o processo fosse arquivado)




Mas o que quero dizer com esse longo e confuso texto (confuso como a situação do nosso país) é que tudo isso ocorre bem embaixo de nossos narizes, porque deixamos que acontecesse. Onde está o patriotismo que aparece para quem quiser ver na época da Copa do Mundo?





Como nós seremos o futuro da nação, como todos dizem a plenos pulmões, quando estamos seguindo exatamente o que querem de nós?


Querem que tenhamos indiferença pela política, que não tenhamos peito de contestar, que tenhamos desinteresse por toda a situação que vive nosso país e que entreguemos o futuro dos nossos futuros filhos a políticos que dizem estarem pouco se lixando para a opinião pública.


Não vamos deixar.


Nós devemos nos lixar para o que é feito lá.


Pois o lá se reflete aqui num piscar de olhos.




Ou será que essa geração pode mesmo ser chamada de geração placebo, podendo apenas esperar pelo declínio do Brasil e sentir saudades de gerações que fizeram de tudo para que o país fosse um lugar melhor de se viver?



(Não vale abaixo assinado no Orkut, ok?)