sábado, 23 de julho de 2011

Aos 27


"É tão estranho, os bons morrem jovens" Renato Russo.
O nosso poeta conseguiu sintetizar tudo nessa frase. Parou o sofrimento e a falta que a morte de ídolos, que nos deixaram tão cedo, deixaram.

Aos 27, Joplin. Aos 27, Hendrix. Aos 27, Morrison. Aos 27, Cobain. Hoje, em seus 27, Winehouse.

Sem muito o que dizer, dizer apenas que ela viveu em seu tom. Em seu modo de vista, seu estilo de vida. Nada mais. A voz afinada e as vezes com um tom de ironia hoje decretou silenciosamente, se foi.

Nós, meros mortais, como fãs, podemos apenas desejar que enfim ela descanse da ressaca que lhe assolou por um tempo.
Sem pudor. Com poder? Pode ser. Sem medo.

"Back to black."

terça-feira, 28 de junho de 2011

A sociedade dos poetas mortos

Hoje se reúnem em uma mesa de bar com Ice a vontade e se discute qual o lado favorece mais a franja que se está usando, uma garota olha para a conversa e a música está pronta para ser feita.
Antigamente se sentavam em círculos para tomar vinho barato ou conhaque e falar da vida, dali saiam idéias geniais.

Hoje se canta o amor com vozes de criança que nunca teve tempo de viver o texto que foi escrito.
Antigamente cantavam o que havia acontecido, ou seja, viviam realmente.

Hoje ouvem antigamente e dizem: preto e branco demais
Antigamente ouviriam o hoje e diriam: prefiro preto e branco.

Hoje cores estão nos cabelos de todos e a música ficou em 2° plano.
Antigamente a tinta no cabelo não passou despercebida a Eduardo, mas ele preferiu não comentar, e a melodia estava num plano de fundo.

Hoje tentam substituir o antigamente por algo que não se sabe o quê. Música trocada por cor e cabelo.
Antigamente, partiram das próprias idéias, depois de ter idéias realmente.

Hoje o antigamente viria muito bem a calhar. Daí sim, amanhã, olharíamos para a nossa geração como uma geração que vale a pena acreditar.

sábado, 25 de junho de 2011

Descobri.

                                                                    Marcelo van Petten
Descobri que opostos não se atraem
Descobri que o que é dito nem sempre é feito
Descobri que nem sempre valor, nem tampouco amor, se mede pelas palavras
Descobri que a vida não depende do resto do mundo
Descobri que a beleza está nos olhos de quem vê
Descobri que o mundo é de quem quer tê-lo
Descobri que "o amor é um sentimento dos imperfeitos, posto que nos leva à perfeição"
Descobri também que a religião não faz falta a ninguém
Descobri que deuses somos nós mesmos
Descobri que respeito se adquire
Descobri que amizade se descobre
Descobri.
Ah, e descobri que quando você se descobre, abre as portas para que quem te ama te descubra.
Dentre tantas outras coisas que descobri, eu descobri que tenho me reinventado
E dentre tantas reinvenções em mim, tantas mudanças que sei que preciso fazer, 
Redescobri o que é ser feliz.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Brilho. Sorria, ilumine.

Hoje é seu aniversário. Seria. Sorria, ilumine.
Lágrimas apagariam as poucas velinhas.
Sofrimento traria um clima no qual você não gostaria de estar.
Sorria, ilumine.

Direcionei agora toda a energia de paz e tranquilidade que eu acho que tenho a você.
Hoje é/seria seu aniversário e é da cozinha que vem esse aviso.
De que o dia em que costumavam todos te desejar muitos anos de vida, hoje sabem que você transcendeu isso e será (na verdade É) eterna.
Do teu brilho do céu, tiramos aquele brilho que outrora emanava pelo sorriso.

Sei que hoje é um dia em que a cozinha está mais triste, mas com plena consciência de que o teu brilho e a tua força não sumiram e nem irão sumir.
De onde estiver, receba um abraço como o do meu sonho em que você esteve. Receba esse abraço carregado de paz e tranquilidade.
E esse é um pedido sincero: continue olhando por todos nós.
Hoje, que é, seria, seu aniversário, eu não desejo isso, eu afirmo, seu brilho é eterno.
Apareça nos sonhos quando quiser.